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O jogador do Flamengo, Val Baiano, afirmou em entrevista ao jornal O Dia, que durante todo o tempo que passou sem fazer gols e foi constantemente criticado tanto pela imprensa como pelos torcedores, e ainda hoje, tem a Bíblia como sua principal ferramenta para “driblar as pedras que se colocam no seu caminho”.

Natural de Manoel Vitorino, interior da Bahia, Val Baiano perdeu o pai quando tinha um ano de idade. Sua mãe tinha apenas 16 anos. Foi a avó dele, dona Dinha,que tomou a frente da casa e lhe deu apoio nos momentos mais difíceis. Ainda menino, o artilheiro viu a mãe sofrer com preconceitos. Determinado, ele mudou a situação com seus gols e, hoje, tem a história como fonte de determinação para encarar os obstáculos da vida.

Foi a minha avó que sempre fez tudo por mim. Eu a perdi em 2008, era a pessoa que eu mais amava abaixo de Deus. Ela era tudo para mim, afirmou o jogador. Simples por essência, Val Baiano não se esquece do apoio que recebeu do técnico Rogério Lourenço. Mas sabe que foi com Vanderlei Luxemburgo que o trem voltou para os trilhos. Uma parceria que lhe rendeu três gols em dois jogos e que já poderia existir há mais tempo.

“O Vanderlei tentou me levar para o Atlético-MG, mas não deu certo. Quando ele chegou, brincou comigo: ‘Não te levei, mas eu vim’. Deus faz tudo na hora certa. Não adianta achar que as coisas acontecem na hora que a gente quer. Tem coisa que você passa para ver se realmente tem fé em Deus”, completou Val Baiano.

Devoção: A devoção de Val Baiano faz com que a Bíblia seja seu livro de cabeceira. Enquanto posa para a foto, inconscientemente começa a ler a palavra que lhe serve de combustível. Era nela que, diariamente, o camisa 9 encontrava forças para sair de casa e treinar. Mesmo nos piores momentos.

“A bola não entrava nem nos treinos, e eu pensava : ‘Rapaz, que fase é essa? Isso vai ter que passar’. Era o último a sair do treino. Fui para Volta Redonda para o jogo contra o Vitória e ouvi torcedor me xingando. Depois do jogo contra o Atlético-GO, a coisa mudou. No jogo contra o Avaí, em Santa Catarina, subi no gramado depois do time e a galera começou a gritar meu nome. A torcida está a meu favor”.

O jejum de gols e os quilos a mais fizeram Val Baiano ser comparado a Obina. Mesmo católico, Val buscou ajuda em pastores evangélicos, que iam até a sua casa para fazer correntes de oração. E o destino o colocou no mesmo lugar do ex-atacante rubro-negro. “Fui à missa no dia da eleição, e o padre me contou que o Obina também chorou lá, falando que não aguentava mais. O apoio dos meus companheiros foi fundamental”, finalizou.
Fonte e foto: Jornal O Dia

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